Mesa-redonda sobre Comunidade de Energia em frente aos painéis solares do Groupe GM, com o público a assistir

Comunidade de Energia:
2 anos de sucesso partilhado

Na tarde de 24 de setembro abrimos as portas para celebrar o aniversário da inauguração da nossa Comunidade de Energia, criada em parceria com a Greenvolt Comunidades. Passados 2 anos do arranque do projeto, estavam reunidas as condições para partilhar com os stakeholders os números que justificaram a decisão estratégica de investir na produção fotovoltaica e o porquê de o fazermos dentro de uma Comunidade de Energia.

O evento com o nome “Shared Energy, Shared Value” reuniu empresas, parceiros locais e especialistas convidados numa mesa-redonda apropriadamente montada em frente aos painéis solares. Foi uma tarde de balanço mas, sobretudo, de troca de ideias sobre sustentabilidade, competitividade e partilha.

2 anos a partilhar energia

Os números falam por si! Os painéis produziram, em média, cerca de 360.000 kWh por ano. Um valor próximo a 200.000 kWh é o excedente que partilhamos com quatro empresas vizinhas. O resultado já se vê: em dois anos, a poupança ultrapassou os 31.000 euros e evitamos cerca de 28 toneladas de CO₂ por ano. Pondo em perspetiva, este número equivale ao carbono absorvido anualmente da atmosfera por 1.200 árvores adultas.

Uma solução que nasceu de uma necessidade

A comunidade de energia não foi o ponto de partida. Maria Lobo Maia, Diretora Geral do Groupe GM Cosmética Portugal, recordou que depois da pandemia e com o início da guerra na Ucrânia, percebemos o quanto dependíamos dos comercializadores. Só que as propostas de autoconsumo individual não se ajustavam ao nosso perfil de consumo. “Não queria instalar uma central que fosse produzir energia desnecessária ao Groupe GM”. Quando surgiu o modelo da Greenvolt, a ideia de partilha convenceu logo, porque significava “parar de pensar nas nossas necessidades como sendo apenas nossas.”

Miguel Lobo Maia, CEO do Groupe GM para a Península Ibérica e Reino Unido, lembrou que estes temas são muito concretos para quem trabalha na indústria. Quando o projeto passa a ser coletivo, “saímos da nossa própria bolha” e ganha uma dimensão territorial. Para ele, o que já foi alcançado é “apenas uma etapa” e ainda há muito caminho a fazer em melhoria e partilha. 

José Queirós de Almeida, CEO da Greenvolt Comunidades, explicou que o modelo adotado nasceu do enquadramento regulatório português e que a Greenvolt investiu por conta dos clientes, pelo que o Groupe GM paga apenas a energia que consome. Para ele, a sustentabilidade tem de ser, primeiro, financeira: “As soluções de sustentabilidade que trazemos às empresas devem ser, antes de mais, economicamente sustentáveis.” E deixou um aviso: “Não fazer nada também tem um custo.”

Um debate com muita experiência à mesa

Após as primeiras intervenções seguiu-se o momento mais aguardado pelos presentes. A moderação da mesa-redonda ficou a cargo de Margarida Rossi, General Manager da Associação Empresarial do Minho (AEMINHO), com Paulo Cunha, CFO da Domingos de Sousa & Filhos e Tiago Carrilho, Head of Knowledge & Training do BCSD Portugal, a que se juntaram Maria Lobo Maia e José Queirós de Almeida.

Tiago Carrilho partiu da sua experiência no BCSD para mostrar que a colaboração cria valor através da escala, da eficiência, da partilha de risco e da inovação, e resumiu: “A sustentabilidade não é uma estratégia. É a estratégia.” Reforçou ainda a importância de partilhar exemplos reais como este porque “somos animais que aprendem por imitação”.

O encerramento coube a Artur Silva Jorge, Senior Economic Advisor da Câmara Municipal de Viana do Castelo que elogiou o pioneirismo do projeto e a sua capacidade de inspirar outras empresas: “Dois anos depois, não estamos num ponto de chegada. Estamos num ponto de partida.”

A tarde terminou num tom de celebração com a inauguração de uma lona comemorativa e um cocktail que embalou as conversas dos presentes. 

O feedback que recebemos dos convidados foi muito positivo e consolidou a certeza de que a Comunidade de Energia, pioneira dentro do Groupe GM, é um projeto que cumpre no propósito de criar valor para a empresa e para a comunidade, alinhado com os nossos objetivos de sustentabilidade.

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